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Equipe Estúdio Mol

Como fazer vídeos em escala

Por | MOL explica | Sem comentários

Esses ícones animados parecem simples, né? E são! Mesmo assim, a gente morre de orgulho deles! Eles fazem parte do nosso projeto Central Produções, vídeos em escala, para Itaú!

O cliente foi claro quando nos procurou: o objetivo não era ganhar Cannes (droga!) mas solucionar, por meio de vídeo, as principais dúvidas dos clientes do banco. O que no começo soou estranho pra um Estúdio de criação tornou-se um desafio  de criar um processo de trabalho viável pra eles e pra gente. Para otimizar e viabilizar os vários pacotes – de aproximadamente 80 vídeos cada um – criamos novos processos interno. E é justamente um pouco desse aprendizado que vamos compartilhar!

A seguir a gente mostra 5 passos essenciais pra fazer vídeos em escala sem drama!

Autoria do Gif: Primer

1. Organize-se
É óbvio mas não tem escapatória. Sem organização (metódica sim, senhor) não dá pra desenvolver muitos vídeos ao mesmo tempo. Planejamento e clareza nas informações e processos evitam ruídos e o principal: mantém a sanidade mental dxs envolvidxs! O que é preciso fazer? O que já foi feito? Quais as prioridades? Quem fará? Perguntas como essas devem ser respondidas diariamente quantas vezes forem necessárias.

No nosso caso, a organização é balizada por um cronograma detalhado e realista contemplando o ritmo do cliente. Afinal, não adianta correr na produção de um roteiro, por exemplo, se o cliente demorar para aprovar o mesmo. As idas e vindas devem ser fluídas e exigem dedicação dos dois lados.

Baixa lá: Trello ajuda na organização de equipes e jobs. Fácil de usar é gratuito.

Autoria do Gif: Thoka Maer

2. Seja firme (sem perder a ternura)
Posicione-se com o cliente. Quando temos muita quantidade é preciso esforço mútuo pra garantir entregas de qualidade. Aqui, muito mais que em outros tipos de jobs, mudar tudo no meio do caminho pode ser um erro irreparável. Você vai precisar falar não.

3. Crie um briefing sucinto e objetivo.
Uma lista de perguntas simples e diretas como por exemplo: por que esse vídeo é necessário? O que precisa ser dito no vídeo? O que não pode ser dito? Onde o vídeo será hospedado? devem compor o briefing por escrito.  “Quando o cliente sabe exatamente o que quer, a gente consegue atingir o objetivo dele mais rápido. Um briefing claro e bem respondido agiliza a criação e praticamente elimina a refação”, explica Patrícia Sá, roteirista do projeto.

Itaú Estúdio Mol

4. Crie um acervo de ilustrações.
O início do projeto é um bom momento pra começar seu banco de imagens, que será atualizado conforme a necessidade. Dê o ponta pé pelos itens mais “usáveis” mesmo antes de ter todos os briefings. É só conhecer o segmento, o universo e o mood dos produtos e cliente. O Itaú, por exemplo, é um banco. Logo, independente do vídeo é certo que abordaremos questões financeiras, então já podemos desenhar ícones como: dinheiro, cartão de crédito, caixa eletrônico, cifrão, porquinho porta moedas, personagens genéricos e etc.

5. Crie e organize um acervo de animações.
Mantenha a comunicação com quem produz as telas (aka diretorxs de arte) em dia! “Ás vezes o que funciona no Photoshop não funciona do After. E aí perdemos um tempão uma máscara ou para dividir  layers”, lembra Roger Bezerra, motion no projeto.

Usar todas as ferramentas que facilitem a animação também é primordial pra ganhar tempo. O motion Christopher Rocha conta que usa com frequência o Motion 2 e o Movie Anchor Point.  A primeira pra suavizar movimento e a segunda pra movimentar o ponto de âncora de cada elemento.

Dica de ferramenta: Motion 2, Movie Anchor Point.

Resumindo:
Pra produzir em escala é preciso se organizar e se comunicar bem com cliente e equipe.  O resto é experimentação, teste e adaptação.  Mantenha-se abertx, comece enxuto e cresça organicamente conforme as necessidades se concretizem. Tem alguma dica pra dividir com a gente? Comente aqui embaixo, vamos adorar saber!